Umas cartas

Tenho saudades de receber cartas na minha caixa de correio. Tem sido sempre contas para pagar e folhetos da telepizza que eu nem gosto mas o meu filho Hélio pede para guardar para quando fica sozinho em casa. E a minha mulher deixa-lhe sempre comida no frigorifico mas ele mesmo assim pede as pizas, e deita pelo autocolismo os panados que lhe deixamos. Ele bem esconde mas eu sei porque há paozinho ralado que não vai para baixo ao fim de um puxar do autocolismo e fica a boiar na água.

Às vezes gostava de receber cartas de amor, até podiam ser por engano que eu mudava ou imaginava as partes que tivessem outro nome. Eu quando era novo escrevia cartas às raparigas que queria levar para casa. E muitas vezes funcionava. Escrevia-lhes um poema e palavras e depois fechava o envelope com pintelhos lá dentro. Nunca falhava, só às vezes. Isto foi uma técnica que aprendi com um cunhado meu que já foi a França duas vezes e diz que lá funcionava imenso, mas eles enviavam o envelope cheio tipo empulado tipo tampa de iogurte estragado.

Odeio quando a minha mulher compra iogurtes de fibra com pedaços de pessego. Os meus preferidos neste momento são os adagio chessecake de limão. E os vossos?

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publicado por fax às 07:20 link do post | comentar | favorito