Dias de tropa

Se pudesse voltar atrás no tempo voltava ao tempo da minha tropa. Aquilo é que era vida boa.

Estive 3 anos na base de Ovar, de 83 a 86.

 

isto é uma foto da base tirada de um avião 

 

Sinto sempre uma pinga de nostalgia cada vez que recordo aqueles tempos. Gostava de me encontrar com os meus camaradas da altura, sobretudo o Miranda e o Sonasol que nunca mais vi, mas soube que o Miranda foi abrir um dancing bar na Margem Sul e ouvi dizer que o Sonasol estava preso porque tentou assaltar uma prisão que lhe parecia um Hospital e acabou por ficar logo lá.

 

Mas para os outros que não estão presos, se me estiverem a ler por favor mandem-me mensagem para reunir toda a malta do Batalhão III, ou os Póneis de Prata como éramos conhecidos. Vamos beber uns canecos juntos e falar das velhas histórias, como daquela vez que matámos um carneiro e metemos no duche do Sargento, ou quando incendiámos a torre de vigia onde estava o Bóias a dormir e quase ia morrendo queimado se não tem saltado para o eucalipto.

Acho que o regime militar é que faz um homem. Aprende-se a crescer interiormente e exteriormente, porque sem dúvida foi a altura da minha vida em que as mulheres menos me resistiam. E eu não perdoava, às vezes chegava a levar 3 ou 4 para casa. Isso é que era uma vida, arrumavam-me a casa mudavam-me os lençóis até me faziam o almoço se eu pedisse.

 

Por falar em comer, tenho de dizer que a comida da messe de Ovar era melhor que muitos restaurantes. Sobretudo se compararmos com o Sol e Sombra da minha rua, ou a vitela estufada da minha mulher.

 

Estes são os pratos que eu guardo mais saudade da messe de Ovar:

Rojões

Ovas de Ovar

Mousse de chocolate escuro com raspas de chocolate branco

Peixinhos da horta

Os pequenos almoços de frango assado com pimentos

Ovos cozidos no sal

As terças loucas de Chanfana

A porrada que dávamos de comer ao Lapa

 

Belos tempos...

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