A minha cunhada

O casamento foi possivelmente das piores coisas que me aconteceu na vida. Não digo em todos os aspectos porque a minha mulher é simpática, até que nem cozinha mal e escolhe-me sempre camisas confortáveis que fazem sentir bem. E as que não gosto, ela vai logo trocar, quando lhe peço.

Mas o que sinto é que estou a perder os anos da minha vida. Há ainda tanto para viver.

Antes achava, mas agora tenho a certeza, que a minha cunhada Dora se anda a fazer a mim. Não sei bem quais são as intenções dela, mas gosto que se ofereça para ir preencher o euromilhões, e outras coisas mais íntimas.

Ao domingo vamos sempre lá almoçar a casa. Quase sempre churrasco de grelhada mista. Até que já enjoa, mas vai-se comendo.

A Dora não é especialmente bonita mas mexe muito comigo cá dentro e cá fora. No outro dia eu estava a servir-me de um bocado de picanha grelhada e ela vem por trás, agarra-me na mão que estava a servir a tenaz, e disse "come antes esta" e deitou-me a mão à mama dela. Como tinha a tenaz na mão, ainda a magoei um bocado no olho. E a tenaz nem sequer estava bem arrefecida, mas como havia no ar o cheiro a carne grelhada, ninguém deu conta da queimadura.

Fizemos sexo a tarde toda. Não posso contar à minha mulher, mas o meu filho Hélio viu-nos a entrar para o quarto.

 

("Adoro a Dora", uma fotografia tirada por mim aqui há 7 meses)
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publicado por fax às 11:04 link do post | comentar | favorito