O sorriso

Uma história contagiante

partida pelos silêncios das palavras

sala inundada

etér da alegria

que força é esta?

um músculo que se torce

repica e estica

comprime os pêlos da barba

Será prudente ceder?

Que acharão as pessoas?

Ignorância familiar, mau gosto, cretinos

mas uma gota pela cara já escorre

Há um lenço como beiral

que só apanhou um prado seco

Vem a lágrima da alegria ter

ao cantinho da boca morrer

Uma mistura de prazer e requintes do almoço

corre o caudal de uma grande lágrima

intensa de riso e acidez

o goto enche-se de vez

um aperto, um desespero, um bate bate

112, uma manobra por trás, e uma benção

olhares fitam o chão sem perceber de que lágrimas serão.

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publicado por fax às 06:59 link do post | comentar | favorito